<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-14910534</id><updated>2011-04-21T22:56:51.119+01:00</updated><title type='text'>Devaneios de uma alma perdida</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14910534/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Devaneios de uma alma perdida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05994584869301012134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>23</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14910534.post-116043353817319155</id><published>2006-10-09T23:37:00.000+01:00</published><updated>2006-10-09T23:38:59.786+01:00</updated><title type='text'>Gritos do Coração</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Gritos do Coração&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou deitado na cama, sozinho, de olhos fechados, colo-me no pensamento que tu me trazes, cada momento que passamos juntos, cada segundo que me perco nos teus olhos, cada vez que toco os teus lábios é como se eu nascesse de novo, num grito mudo de nova vida.&lt;br /&gt;És tão grande no meu pensamento, és tão grande em mim, tão viva, tão tu em mim. Penso-te de olhos fechados, projecto-te no escuro e amo-te agora no meu pensamento, beijo-te agora no silêncio da noite, venéro agora a tua beleza, sinto-me tão feliz.&lt;br /&gt;Escrevo palavras de amor, escrevo sonhos e projectos que faço para nós, escrevo o futuro que quero que seja teu, escrevo a vida e escrevo-a com as linhas do teu rosto. Escrevo tudo isto no coração.&lt;br /&gt;Sonho-te como te desejo, amo-te incondicionalmente, no meu sonho és rainha, razão de tudo, és o sonho dentro de si mesmo.&lt;br /&gt;Preciso de ti....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;em&gt;Para e pela a minha amada......&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14910534-116043353817319155?l=devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com/feeds/116043353817319155/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14910534&amp;postID=116043353817319155' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14910534/posts/default/116043353817319155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14910534/posts/default/116043353817319155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com/2006/10/gritos-do-corao.html' title='Gritos do Coração'/><author><name>Devaneios de uma alma perdida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05994584869301012134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14910534.post-116043174478959126</id><published>2006-10-09T23:08:00.000+01:00</published><updated>2006-10-09T23:09:10.920+01:00</updated><title type='text'>The Last Day On Earth</title><content type='html'>&lt;strong&gt;The Last Day on Earth&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Moribundo, contínuo deitado na cama fria, na cama que corta a carne podre do meu corpo. Vejo imagens pálidas no tecto branco do meu purgatório, vejo a alma a abandonar o que resta deste corpo que um dia ousou amar.&lt;br /&gt;Caído num abismo, jugado aqui perdido, arrastado para o fundo por aquilo em que um dia acreditei! Sou eu aqui sozinho, com memórias loucas de um futuro que se fez num passado caiado a sangue. Nesta sela imaginária me mantenho prisioneiro, junto ao silêncio mudo da morte, que chega sem avisar, perto do inferno que criei com ilusões macabras de amor.&lt;br /&gt;Sinto as entrenhas comidas, sinto o cheiro a putrefacção pairar sobre mim, os abutres do mundo apoderam-se dos restos quase mortais da minha triste existência, da minham fatídica e completamente falhada experiência de vida.&lt;br /&gt;Estou entregue a este fado mortal, que nem o sentimento pode mudar ou derrotar, estou perdido, condenado, arrasado. Lutei e perdi, vivi e perdi, de que adianta sonhar se agora acabo a voltar à terra, engolido vivo, devorado inteiro, acabo como sempre vivi, preso à triste miséria da condição humana!&lt;br /&gt;Sou o pó da terra, o último grito, o último suspiro podre da hipocrisia e da danação Humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Aqu jaz o ser que fui, o ser que construí com base nas ilusões da vida..... Aqui jaz o Eternal Dreamer...&lt;br /&gt; &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14910534-116043174478959126?l=devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com/feeds/116043174478959126/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14910534&amp;postID=116043174478959126' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14910534/posts/default/116043174478959126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14910534/posts/default/116043174478959126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com/2006/10/last-day-on-earth.html' title='The Last Day On Earth'/><author><name>Devaneios de uma alma perdida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05994584869301012134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14910534.post-115344231488658484</id><published>2006-07-21T01:37:00.000+01:00</published><updated>2006-07-21T01:38:35.256+01:00</updated><title type='text'>Memento Mori</title><content type='html'>Memento Mori.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na cordilheira da morte meus passos eu percorro, ignorando tudo o que me rodeia, sozinho, fechado em mim mesmo, horrorizado dentro de um sentimento há muito perdido. No caminho dos danados, eu escrevo a minha história, com sangue, com laivos de dor, com a desgraça moribunda finalizo a jornada.&lt;br /&gt;            Por mais que grite, corra, pense ou sinta, nada me tira daqui, nada me eleva a outro estado de alma, nada se apresenta a mim noutra plenitude que não seja a da morte triste e fria de um corpo carregado de chagas de uma guerra que não é sua. Nem esta sensação de sonho acalma a dor, nem mesmo quando fecho os olhos e calo o pensamento, o tormento acaba.&lt;br /&gt;            Estarei preso a isto a que chamam vida? Estarei eu agarrado ao mundo? Se estou é porque não consegui ser mais alto, ser mais alguém neste caminho de morte a que outros chamam vida.&lt;br /&gt;            Estou preso neste momento de paz negra. Solto o meu último suspiro, estou cansado de caminhar. Paro bem no meio deste caminho de morte. Paro e entrego-me para sempre...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Eternal Dreamer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14910534-115344231488658484?l=devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com/feeds/115344231488658484/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14910534&amp;postID=115344231488658484' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14910534/posts/default/115344231488658484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14910534/posts/default/115344231488658484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com/2006/07/memento-mori.html' title='Memento Mori'/><author><name>Devaneios de uma alma perdida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05994584869301012134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14910534.post-114618011430603359</id><published>2006-04-28T00:20:00.000+01:00</published><updated>2006-04-28T00:21:54.306+01:00</updated><title type='text'>Sensorium</title><content type='html'>Sensorium&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando escrevo um orgasmo sensorial implode no meu peito, masturbação retórica na forma de palavras e frases, a construção do meu próprio ser. Uma penetração de sentidos no meu corpo, o calor do prazer gritado na carne, a mais perfeita mutilação.&lt;br /&gt;            Sinto a luxuria dos olhares, a paixão ardente do toque, o desejo colado no sangue. Um grito erótico ecoa no silêncio, um gemido tórrido de quem ama. Como a carne podre do pecado, deito-me na minha própria morte, fornicando a minha alma poluída pelo sémen.&lt;br /&gt;            Ó céu azul, desce em mim agora o desejo imenso, a ternura do acto isolado e inocente. Quero ver mais, mais para além deste prazer carnal, deste prazer consumido pela chama. Vaginas que perpetuam à minha frente, chamam por mim húmidas, tórridas de paixão.&lt;br /&gt;            Ó mente perversa que és a minha perdição, ó tu que me levas à loucura, com teus peitos desnudos e grandes. Tu que me engoles com o olhar, com o calor do teu corpo, tu que me levas ao céu, mas sem nunca me tirar do inferno dantesco em que me postaste.&lt;br /&gt;            És a carne, o sangue, o calor que me ilumina, deixando erecto a minha consciência mórbida de sexo, de amor. Como-te agora, como-te agora, mas morro ruído, engolido, exprimido pelo teu corpo. És em mim a explosão de cor que nunca tive. És em mim o orgasmo, o fascínio do sexo.&lt;br /&gt;            Acabo este texto como o comecei, penetrando-te com estas palavras amargas de quem morre de amor, de quem explode num sentimento estéril, num momento preciso em que o clímax é atingido em simultâneo. Acabo o texto como o comecei, a morrer de amor, a morrer por ti.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14910534-114618011430603359?l=devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com/feeds/114618011430603359/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14910534&amp;postID=114618011430603359' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14910534/posts/default/114618011430603359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14910534/posts/default/114618011430603359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com/2006/04/sensorium.html' title='Sensorium'/><author><name>Devaneios de uma alma perdida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05994584869301012134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14910534.post-114618002827471266</id><published>2006-04-28T00:19:00.000+01:00</published><updated>2006-04-28T00:20:28.276+01:00</updated><title type='text'>Terras</title><content type='html'>Terras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terras consumidas pelos ventos,&lt;br /&gt;Olhares cortantes,&lt;br /&gt;Sentimentos penetrantes&lt;br /&gt;A derrota dos meus próprios pensamentos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto a inglória sensação&lt;br /&gt;De quem mói o sentimento&lt;br /&gt;Destruído o coração&lt;br /&gt;Fulminado o instrumento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó vã glória princesa&lt;br /&gt;Terra amada pela serpente&lt;br /&gt;Destemida realeza&lt;br /&gt;Tudo se destroi na corrente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó gente amada&lt;br /&gt;Ó prisão isolada&lt;br /&gt;Calai-vos no momento&lt;br /&gt;E senti o meu tormento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querer ter a vida em mim&lt;br /&gt;Destruído que sou&lt;br /&gt;A chama que se apaga&lt;br /&gt;Deixando apenas vestígios&lt;br /&gt;De uma praga&lt;br /&gt;Negra e vagabunda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14910534-114618002827471266?l=devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com/feeds/114618002827471266/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14910534&amp;postID=114618002827471266' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14910534/posts/default/114618002827471266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14910534/posts/default/114618002827471266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com/2006/04/terras.html' title='Terras'/><author><name>Devaneios de uma alma perdida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05994584869301012134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14910534.post-114617997475317640</id><published>2006-04-28T00:18:00.000+01:00</published><updated>2006-04-28T00:19:34.766+01:00</updated><title type='text'>Reecontro com o passado</title><content type='html'>Reencontro com o passado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordo do silêncio mudo em que minha alma me colocou. Estou perdido aqui neste lugar que antes julgava meu. O que antes transpirava por mim agora empurra-me para o abismo da vida. Acordo num sítio estranho mas tão conhecido por mim, estes lençóis brancos de algodão com meu corpo desenhado mostram-se ásperos ao meu toque, este sol forte e quente mostra-se frio e indiferente à minha presença.&lt;br /&gt;            Caminho pelos caminhos da minha infância, mas parece-me que os acabo de descobrir tudo é novo, tudo é um corpo estranho no meu sangue, tudo é novo e velho em mim. Eu próprio sou novo e velho aqui neste local que me viu nascer. A casa. A casa que me viu crescer já não é a mesma, contínua de pé, quieta e velha, mas já não é a mesma. Está diferente, não a conheço. Apresento-me. Do lado de fora apresento-me a esta casa velha que viu a minha família crescer, nascer, morrer, simplesmente viu a minha família nela viver.&lt;br /&gt;            Contínuo na rua da minha infância, as pessoas cumprimentam-me como se me conhecessem, e conhecem-me bem. Viram-me crescer. Mas hoje eu não sou eu, sou outro alguém diferente, mas as pessoas falam-me como se me conhecessem bem. Passo sozinho e tranquilo pelas casas abertas, fito o olhar no horizonte, tentado buscar qualquer coisa minha, qualquer coisa igual ao passado que aqui vivi. Não encontro. O meu olhar está diferente. Está maior. Está cego.&lt;br /&gt;            As estradas do passado tocam-se, confluindo umas nas outras, tornado-se imperceptível ao meu coração. Não sei se choro, se fico indiferente a estas mudanças, será que é normal? Talvez seja normal, talvez não, sei o que sinto nestas ruas, sei o que vejo ao fundo, só não sei se conheço onde nasci, só não sei se me reconheço onde nasci. Volto a casa envolvido num mar revolto, envolvido nas ondas bravas deste mar em que nasci. O mar. O meu mar. Conheci-te à tantos anos meu amigo, nunca me falhas-te. Olho para ti e reconheço cada gota salgada do teu corpo. És o meu mar. O meu passado desenhado nas ondas, olho e revejo-me.&lt;br /&gt;            Estou feliz, finalmente percebo algo do passado, o bater das ondas na areia, o cantar dos pássaros quando os brancos chegam da faina, o cheio da maresia, o gosto do teu sal. Mergulho de cabeça naquilo que reconheço. Mergulho tão fundo que me assusto. Tudo à minha frente. Imagens soltas gritam à minha volta. TU PERTENCES AQUI. Eu pertenço aqui. O TEU LUGAR É AQUI. O meu lugar é aqui, neste mar, nestas gentes. A areia mete-se nos meus pés, como que a colar-me à terra, o sol queima-me a pele como que a dizer que me reconhece agora, depois de limpo pelo mar. As ruas voltam a mostrar-me aquilo que tinha conhecido. As pedras que antes me derrubaram agora mostram-se lisas ao meu passar. As casas abertas como que sorriem, dizendo-me olá, segredando umas às outras as minhas raízes.&lt;br /&gt;            Sou daqui, terra amada, desculpa as dúvidas que tive, desculpa a minha dúvida. Sou daqui e jamais renunciarei ao meu passado. Tenho o sangue desta terra, o calor e a vida deste terra. Sou daqui, deste mar revolto em calmaria, sou destas areias quentes e douradas, areias batidas pelo mar, pelo meu mar salgado. Sou desta minha terra, desta minha casa velha e linda, destas ruas, destas gentes. Isto é meu, isto sou eu. Estou feliz por ter-te reencontrado, e o meu futuro escreve-se nas linhas do meu passado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14910534-114617997475317640?l=devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com/feeds/114617997475317640/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14910534&amp;postID=114617997475317640' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14910534/posts/default/114617997475317640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14910534/posts/default/114617997475317640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com/2006/04/reecontro-com-o-passado.html' title='Reecontro com o passado'/><author><name>Devaneios de uma alma perdida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05994584869301012134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14910534.post-114357994099963004</id><published>2006-03-28T22:05:00.000+01:00</published><updated>2006-03-28T22:05:41.000+01:00</updated><title type='text'>Poema do desengano</title><content type='html'>Poema do desengano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu como já foi dito&lt;br /&gt;Por alguém&lt;br /&gt;Antigo, antigo do passado&lt;br /&gt;Nada sei e de nada tenho a certeza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aquela coisa estranha&lt;br /&gt;Que por meu corpo corre&lt;br /&gt;Uns dizem que é paixão&lt;br /&gt;Outros amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim é apenas&lt;br /&gt;Algo estranho que me abala&lt;br /&gt;A mente, o coração&lt;br /&gt;E sobretudo o corpo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor é um gajo estranho&lt;br /&gt;Que nos ataca sem avisar&lt;br /&gt;E nos deixa preso&lt;br /&gt;A um bicho estranho que é a mulher&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aqui jaz um rapaz&lt;br /&gt;Que por amor viveu&lt;br /&gt;E por amor morreu&lt;br /&gt;E aqui eu me encontro para&lt;br /&gt;Cair no mesmo erro&lt;br /&gt;Do meu eu&lt;br /&gt;Vivido em alturas passadas&lt;br /&gt;Há anos atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este poema é uma homenagem que eu faço a mim próprio, escrevi-o quando tinha 13 anos, agora parece-me sem sentido e mal escrito mas no fundo o que importa é a mensagem a ideia que ele me transmitiu quando o escrevi e essa ainda hoje permanece bem agarrada a mim, continuo o mesmo sonhador, o mesmo menino agarrado ao amor, no fundo, o mesmo eu....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14910534-114357994099963004?l=devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com/feeds/114357994099963004/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14910534&amp;postID=114357994099963004' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14910534/posts/default/114357994099963004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14910534/posts/default/114357994099963004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com/2006/03/poema-do-desengano.html' title='Poema do desengano'/><author><name>Devaneios de uma alma perdida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05994584869301012134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14910534.post-114357989280436258</id><published>2006-03-28T22:04:00.000+01:00</published><updated>2006-03-28T22:04:52.806+01:00</updated><title type='text'>Serei eu</title><content type='html'>Serei eu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serei isto que aqui padeço, deitado numa cama fechado em mim mesmo?&lt;br /&gt;            Não sei, simplesmente não sei. Uma negação existencial crua e fria, uma dor agonizante de não saber quem sou, um olhar gélido sobre o passado e ver tudo escrito numa folha branca, numa folha eternamente branca. Luto por alcançar aquilo que não sei conhecer, nem sequer fazer viver, mas luto. Luto por ver nas mãos aquilo que nem nos sonhos fiz existir, mas luto. Continuo padecido, continuo gélido, continuo um lutador das crenças, dos sentidos da minha cabeça, continuo sempre para a frente numa roda gigante de dúvida.&lt;br /&gt;            Paro por momentos, oiço nas escadas ao fundo o aproximar dos passos do futuro, fico expectante. Sobe por minha espinha um tremor negro de morte. Algo não está bem. Fico aterrorizado, os passos caminham firmes mas o seu som continua distante. Os passos do futuro a mim não chegam. Caiu no chão cansado, exausto de um vida de luta, caiu no chão exausto pela dúvida, caiu no chão exausto de mim.&lt;br /&gt;            Acordo. Olho em redor, aqui ainda me encontro, deitado, padecido, mas encontro-me aqui. Levanto os pés pesados para fora do meu território e caminho lentamente para as escadas. Não vejo passos, não oiço passos. O futuro perdeu-se no passado. Dirijo-me vegetando num sentido tortuoso, sigo perdido no nevoeiro, procuro o porto que me ligará ao mundo, procuro pela palavra que me iluminará, a voz que chamará o meu futuro do meu passado. Sinto-me folha reflectida na água, cabeças que voam e esvoaçam em meu redor, dores que cantam melodias em mim, sentimentos desfeitos que se aninham na pele. A morte que vive em mim. Não sou mais que aquilo que alguém num dia se fez ser, não procuro mais do que aquilo que já outros procuraram, eu não sou mais, eu não sou menos, sou um espelho reflectido de outros, eu perdi-me no futuro onde outros também se perderam, eu sou eu derrotado nas luta. Eu sou aquele que acabará no mesmo fim de outros e no mesmo fim que um dia julguei ser o início. O início de mim mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o sentimento padece, é como a rosa que arde em si mesma, morre fechada no silêncio, na sua própria mutilação.................................................... The Eternal Dreamer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14910534-114357989280436258?l=devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com/feeds/114357989280436258/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14910534&amp;postID=114357989280436258' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14910534/posts/default/114357989280436258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14910534/posts/default/114357989280436258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com/2006/03/serei-eu.html' title='Serei eu'/><author><name>Devaneios de uma alma perdida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05994584869301012134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14910534.post-114357982780468334</id><published>2006-03-28T22:03:00.000+01:00</published><updated>2006-03-28T22:03:47.816+01:00</updated><title type='text'>Sou teu</title><content type='html'>Sou teu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordo nesta manha fria, nesta manha vestida de Inverno. Acordo e mantenho os olhos fechados, tenho a tua imagem na minha mente e não a quero perder.&lt;br /&gt;            Abro os olhos calmamente, busco a tua presença a meu lado. Não estás. Não faz mal, no ar o teu perfume, na pele o teu toque, na alma a tua vida em mim, no coração uma certeza que é amar-te mais do que à vida, desejar-te mais do que tudo o que existe, ser teu em toda a minha totalidade.&lt;br /&gt;            Acordo mais um pouco. Amo-te mais um pouco. Imagino-te mais um pouco.&lt;br /&gt;            Abro o meu quarto ao mundo, lá fora o sol brilha, é um sol de inverno, mas é alegre, é feliz, é um sol frio mas feliz, um sol que ilumina todos os cantos da minha vida, ilumina cada pedacinho do meu amor por ti, mostra-me em cada pensamento mais uma razão para te amar, mostra-me o caminho até ti.&lt;br /&gt;            Olho lá fora, feliz, digo mudo bom dia à terra, às pessoas que passam atarefadas e não sabem que te amo, pessoas fechadas nelas próprias, pessoas cinzentas e que não vêm a cor do amor no meu rosto. Digo mudo bom dia às casas, digo mudo bom dia à vida que brota na poça deixada pela chuva da noite, confesso-lhe ao ouvido o que me vai na alma, conto-lhe num sorriso tímido que tu és a razão de hoje estar sol e de eu ter na cara a cor do amor, de eu hoje acordar e gritar forte no vento, SOU FELIZ!&lt;br /&gt;            Confesso nestas palavras a minha ternura, entrego-me nestas linhas ao amor, deixo-me embalar no sonho feliz que agora vivo, deixo-me ir no teu perfume, sou teu e sou tão feliz. Acredito em nós, porque quem ama assim só pode ser forte, acredito em nós porque o meu coração a ti pertence, acredito em nós porque desde o primeiro dia em que tivemos juntos que a minha alma se fundiu na tua e me tornou no teu reflexo, me tornou aquilo que hoje sou, alguém que respira o teu ar, alguém que vive cada segundo com a única razão de ser amar-te tanto, querer-te tanto, sonhar-te tanto. Vivo por ti e para ti.&lt;br /&gt;            Sou teu e sou tão feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em cada palavra escrita um pouco mais o meu coração se abre, tu sabes porque escrevo, tu sabes porque amo, tu existes em mim assim como eu existo em ti. Tu sabes que és a minha vida.. És tudo para mim.. Com amor.……. The Eternal Dreamer&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14910534-114357982780468334?l=devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com/feeds/114357982780468334/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14910534&amp;postID=114357982780468334' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14910534/posts/default/114357982780468334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14910534/posts/default/114357982780468334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com/2006/03/sou-teu.html' title='Sou teu'/><author><name>Devaneios de uma alma perdida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05994584869301012134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14910534.post-114139517232169439</id><published>2006-03-03T14:12:00.000Z</published><updated>2006-03-03T14:12:52.323Z</updated><title type='text'>Ensaios sobre um devaneio Pt. 2</title><content type='html'>Ensaio sobre um devaneio Pt.2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevo deitado, estas palavras, não sei que sentido farão se lidas sozinhas, sem a voz que as grita bem do fundo do coração. Sei que escrevo porque me sinto vivo, sei que escrevo porque nas palavras nunca encontrei resposta, escrevo porque nas palavras nunca encontrei dúvida maior que a própria vida. Não sei se faço sentido, não sei sequer se existo para além destas palavras, não sei o que sou sem estas palavras, mas não serei concerteza menos que aquilo que sou na vida ou na morte.&lt;br /&gt;            É noite, lá fora a chuva, o frio, o inverno a consumir a terra, a consumir as gentes, a consumir o pensamento, a consumir-me. É noite e lá fora escrevem-se palavras mortas e frias, palavras invernosas, palavras gritadas, simplesmente palavras. Não sei porque me escrevo, porque me grito neste texto de dúvida, palavra por palavra, linha por linha, sinto-me igual, sinto-me morto, vivo, cansado, gelado, sinto-me igual, mas não paro de escrever. Sou igual na palavra ou no silêncio, na vida ou na morte, mas não me paro de escrever.&lt;br /&gt;            Sonho o futuro, sem nunca ter percebido o passado, vivo o presente, num constante tormento de dúvida lunar, numa constante negação existencial, numa constante dúvida de ser. Sinto a vida brotar, mas não a compreendo, não vejo a sua existência para além dela própria. Caiu no vazio ridículo da minha própria voz. Não sei o que sou aqui escrito, só sei que sou o mesmo na vida e na morte, sou igual, mas não me paro de escrever. Busco em fontes secas pela terra a resposta à minha dúvida, procuro no céu o caminho a seguir, procuro na vida o sentido que a morte esconde. Continuo igual, escrevo devaneios, que a minha própria alma de tolda, escrevo os devaneios do coração, escrevo-me em palavras iguais, tanto na vida como na morte.&lt;br /&gt;            Sou igual, sou eu próprio em todo o que faço, sou eu neste pedaço de terra, mas sou eu sem me conhecer, sem resposta à dúvida de ser eu próprio, sou reflectido no espelho que se reflecte em mim, sou mas não me conheço, sou eu reflectido no espelho mas não me reconheço. Eu sou igual na vida e na morte, mas não me reconheço em nenhuma delas. Eu sou eu mas não me vejo, eu estou aqui nestas palavras que não me reconhecem, eu estou vivo e morto e não me paro de escrever num constante devaneio a caminho do fim Lunar.......................... The Eternal Dreamer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14910534-114139517232169439?l=devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com/feeds/114139517232169439/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14910534&amp;postID=114139517232169439' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14910534/posts/default/114139517232169439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14910534/posts/default/114139517232169439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com/2006/03/ensaios-sobre-um-devaneio-pt-2.html' title='Ensaios sobre um devaneio Pt. 2'/><author><name>Devaneios de uma alma perdida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05994584869301012134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14910534.post-114139512412318324</id><published>2006-03-03T14:10:00.000Z</published><updated>2006-03-03T14:12:04.136Z</updated><title type='text'>Inferno Lunar</title><content type='html'>Inferno Lunar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevo palavras sobre mim próprio, escrevo-me em folhas brancas, folhas sujas e gastas por séculos de vidas passadas, vidas que nascem e morrem no mesmo sítio, na terra, no ventre, no sangue. Escrevo-me por palavras vãs, palavras mortas no sentido, sou eu aqui neste inferno lunar. É noite. Lá fora o grito mudo do sofrimento, a tristeza que brota nas pedras, nos muros, nas luzes de um nevoeiro já à muito sonhado. É noite. Estou parado como sempre, agarrado a um ser, estou aqui cego, olho e não vejo, agarro e não sinto. É noite, mas não há estrelas, não à vida na morte, não há nada. É noite, e eu estou parado no inferno lunar. Acordo vivo com uma chama imensa cá dentro da minha carne, uma chama que vem dos ossos, que vem da alma.&lt;br /&gt;É dia, e eu estou vivo. Olho lá fora o céu, limpo, claro, o céu vivo, o céu que chama por mim, num momento eterno de deleite sensorial, numa relação visceral, num momento só nosso. Eu estou aqui, vivo. Abro a janela de meu quarto, entrego o meu corpo ao sol, sinto na pele a vida, o calor humano da multidão, sinto a luz curar a minha pele podre de sofrimento. Sinto-me vivo. Saiu à rua, olho tudo com uma luz brilhante e viva, uma luz quente e minha, sinto-me a vida nas veias, no sangue, olho as lágrimas da terra com ternura, olho como quem nunca as viu, olho como se hoje tivesse nascido novamente com o sol, com o céu, com a vida. É dia. Caminho com a multidão, vou sozinho em mim mesmo, fechado nesta vida que hoje brotou do sangue, sinto-me vivo, sinto o sol na pele, sinto que hoje nasci, sinto que hoje luto pela vida, por tudo aquilo que sonhei com a minha mãe nos fins de tarde na praia à beira mar cobertos por um manto de sol e luz. Acredito em mim.&lt;br /&gt;Cai a noite novamente. Fecho a ultima janela da minha casa. Sinto a escuridão invadir de novo os espaços de onde hoje a minha vida brotou. Sento-me na sala. Parado como sempre. Olho tudo em minha volto, oiço calmamente as vozes da madeira, o silêncio da escuridão grita de novo o desespero, sozinho eu e a escuridão. Luto pela vida, mas morro nos passos que dou em sua direcção. Caio cansado no chão. É noite. A escuridão cresce dentro de mim, onde a vida nasceu, ela volta a morrer. Escrevo-me nas folhas, escrevo-me no sangue das palavras que me descrevem, sinto a pele podre gelar na escuridão, sinto-me morto em cada palavra escrita, sinto-me morrer em cada discrição. É noite. Estou sozinho, parado, morto neste inferno Lunar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14910534-114139512412318324?l=devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com/feeds/114139512412318324/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14910534&amp;postID=114139512412318324' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14910534/posts/default/114139512412318324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14910534/posts/default/114139512412318324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com/2006/03/inferno-lunar.html' title='Inferno Lunar'/><author><name>Devaneios de uma alma perdida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05994584869301012134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14910534.post-113173019915292342</id><published>2005-11-11T17:28:00.000Z</published><updated>2005-11-11T17:29:59.173Z</updated><title type='text'>Eu e o meu Deus</title><content type='html'>Eu e o meu Deus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui estou eu sentado nesta cadeira de madeira polida pelos anos, aqui estou eu sentado á brisa do momento, a brisa que ano após ano passa por aqui trazendo a sua boa nova. Aqui estou sentado á luz solar do final do dia, olhando o céu como que buscando palavras aonde elas jamais existiram. Aqui estou eu sentado com um bloco de folhas sujas e gastas à espera de serem profanadas pela minha escrita apaixonada e torrencial. Escrevo sem saber bem porque, mas escrevo, talvez este seja o meu maior escape existencial, a única forma de me expressar sem medo de ser reprimido, de ser rebaixado e apelidado de louco. Sim sou louco, mas sou louco quando escrevo sozinho os meus devaneios, sou louco quando me fecho em mim, quando fico sozinho, eu e as minhas folhas de papel, eu e a minha escrita apaixonada e torrencial. Caminho e não estou sozinho, caminho na minha loucura mas sempre sabendo que do outro lado do mundo está alguém que como eu é louco, que como eu escreve de forma apaixonada sem medo, sem receio.&lt;br /&gt;            Estou aqui sentado na entrada de minha casa, olhando o céu, olhando a luz solar de fim de tarde, e sei que não estou sozinho, sei que tu onde estiveres, estarás de certeza a olhar por mim a defender-me contra os loucos que me querem apagar, que me querem ver calar o sentimento que corre nas minhas veias. Eu estou contigo e tu onde quer que estejas estás sempre comigo. Escrevo tais palavras loucas porque assim deve ser a vida, assim deve ser a minha vida, louca e escrita, louca e vivida a cada momento como se fosse o ultimo. Estou aqui sentado e nunca estarei sozinho.&lt;br /&gt;            A quem expliquei o meu modo de ver, de sentir, fui novamente apelidado de insano, louco, doente, talvez assim seja, talvez assim não seja, mas quem sou eu para dizer que não a alguma coisa, quem sou eu mesmo?&lt;br /&gt;            Apesar de atormentado por tantas duvidas de existir, não perco nem nunca perderei a vontade de ser louco a vontade de cá andar, de correr, de lutar, de sentir a brisa no cabelo, de sentir o calor desta luz solar de fim de tarde, e porque sei que todos nós somos loucos, porque se não o fossemos concerteza que hoje já cá não estaríamos, pois que sentido poderá haver em algo que a única certeza que temos é que um dia desapareceremos?&lt;br /&gt;            Sei que não estou sozinho, sei que olhas por mim, sei que me defendes, sei que me amas. A vida não é uma luta total, a vida é um espaço de tempo em que somos loucos, um espaço de tempo em que vivemos a maior das ilusões, uma altura em que nós somos algo, uma altura que nós existimos, uma altura em que pensamos que somos nós próprios, a vida é quando o amor se apodera de nós, quando o sentimento comanda a vida, a vida é todo o que de ilusório acontece antes da morte. A vida é vida mesmo na morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É noite, continuo sentado na mesma cadeira, ano após ano, sei que não estou sozinho.. eu estou aqui, eu e o meu deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Eternal Dreamer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14910534-113173019915292342?l=devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com/feeds/113173019915292342/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14910534&amp;postID=113173019915292342' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14910534/posts/default/113173019915292342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14910534/posts/default/113173019915292342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com/2005/11/eu-e-o-meu-deus.html' title='Eu e o meu Deus'/><author><name>Devaneios de uma alma perdida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05994584869301012134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14910534.post-113053734546392278</id><published>2005-10-28T23:07:00.000+01:00</published><updated>2005-10-28T23:09:05.476+01:00</updated><title type='text'>The Eternal Dreamer</title><content type='html'>The Eternal Dreamer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O eterno sonhador, porquê?&lt;br /&gt;Não sei, talvez seja aquele termo que mais se aproxima daquilo que realmente sou, ou melhor daquilo que busco ser, nesta luta incessante contra o tédio da acomodação da resignação ao viver sem luta, sem chama, sem objectivos concretos, sem horizontes. Mas para que lutar, mais e mais se um dia acabamos por partir e ao olharmos para trás vimos que nada ou quase nada do que queríamos ficou feito, e os que ficaram pouco ou nada terão a ver com aquilo que idealizamos no primeiro sonho. Mas para quê não lutar, era tão mais fácil ver passar a vida, como um comboio de sentimentos sem rumo, que corre invariavelmente para o futuro sem uma única paragem no passado ou no presente. Porquê não me acomodo eu, quieto, sem tormentos, apenas a deixar a brisa passar por mim empurrar-me para terras de ninguém, transportar-me no sonho que não é meu. Porquê não viver comandado por ordens superiores de um ser que não conheço a cara, não conheço a voz, apenas a vontade e determinação. Porquê não me acomodar á minha existência, pacifica e insignificante?&lt;br /&gt;Eu não sou assim, não me posso resignar apenas ao existir, sem viver, sem ter querer, vontade de ir além sozinho, buscar outros mundos dentro deste no qual existimos. Pode chegar a minha hora, posso ver que nada resta do meu primeiro sonho, mas se persistir dentro de mim a chama de sonhar, estarei feliz, contente e partirei em paz nesta nova e longa viagem.&lt;br /&gt;Por isso lutarei sempre, buscando sempre aquilo que me satisfaz, aquilo que naquele momento me fará feliz. Assim lutarei pelo meu primeiro sonho, aquele que faz acordar todos os dias com vontade de viver, de acreditar que um dia as coisas serão diferentes, ter a alegria de sentir o sentido da vida que vejo correr a meus olhos, olhar para trás e ver que o mais importante sonho da minha vida se realizou, se tornou a minha realidade. És o meu sonho que acalenta realidade, suspirando por um vida futura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vivam presos nas teias do tédio, lutem, busquem aquilo que têm dentro de vocês, façam como eu, procurem o vosso primeiro sonho...................... The Eternal Dreamer&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14910534-113053734546392278?l=devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com/feeds/113053734546392278/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14910534&amp;postID=113053734546392278' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14910534/posts/default/113053734546392278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14910534/posts/default/113053734546392278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com/2005/10/eternal-dreamer.html' title='The Eternal Dreamer'/><author><name>Devaneios de uma alma perdida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05994584869301012134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14910534.post-113008283151877424</id><published>2005-10-23T16:52:00.000+01:00</published><updated>2005-10-23T16:53:51.526+01:00</updated><title type='text'>Deixaste-me</title><content type='html'>Deixaste-me&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordo na manhã serena, ainda embalado pelo sono ingénuo, embalado pelo sono tranquilo daqueles que não sabem que vão morrer, daqueles que não sabem que o sangue vai fervilhar às mãos de um amor que pensaram eterno. Deixaste-me.&lt;br /&gt;Sou perdido dentro de mim na ignorância do vazio, sinto o fim debaixo da minha pele, sinto partir o coração, sinto morrer-me nas praias do que outrora foi a minha razão de viver, sinto morrer-me em ti. Foi hoje que me deixaste.&lt;br /&gt;Caminho lento sem saber para onde ir, tudo se torna estranho no remoinho dos sentidos, as formas suaves do teu rosto envolvem-me no nevoeiro da ilusão, estou aqui sem ti, estou aqui agarrado à carne sentimental de um passado escrito nas pedras do amor. Sou eu, escrito nos teus lábios, morto, agarrado ao teu corpo, sonhado-te nas mais pálidas imagens da vida. Sou teu, sou eu jogado a teus pés, querendo-te, desejando-te. Sou despojos de vida, sou o mais baixo dos mundos, sou um pedaço de folha de papel, o pedaço onde escrevemos a nossa história de amor, o pedaço arrancado do coração, do coração desfeito, pregado ao fim, pregado a ti. Deixaste-me e eu morro.&lt;br /&gt;Amo-te, ainda, não devo, mas amo. Deixaste-me e eu morro, deixaste-me e já não sei viver, assim não posso continuar, assim o fim é mais do que o caminho a chegar, é a solução final. Pedaço de céu caindo na terra, ter com luz o mar, sentir as palavras vãs, sentir-te nos mais pequenos olhares. Sou teu como nunca serei de ninguém, sou teu para sempre, mas hoje não, hoje sou da morte, hoje sou do negro da vida, hoje sou o excremento da terra, o pó sujo da vida, o lixo vivo, a negra e mísera condição humana. Eu sou eu num grito forte arrancado das entranhas do sofrimento, eu sou eu na tristeza de ficar só, eu sou eu dentro de ti, dentro da tua pele, agarrado á tua carne, agarrado á tua existência, eu sou eu no teu sonho, eu sou eu nas tuas escritoras, nas tuas unhas, no teu sangue vermelho que escorre por entre paredes, por entre olhares profundos, eu sou eu a tues pés, jogado, perdido, ignorado. Eu sou eu e tu deixaste-me.&lt;br /&gt;Acordo finalmente mas estou em coma, estou fechado, quieto, amarrado a uma dor límpida e transparente, estou aqui sentado à espera de ti, mas tu não vens, eu sei que não, não podes vir, não queres vir, mas eu vou esperar, quieto, sereno, pálido, gélido, eu vou esperar até ao dia em que os meus olhos se cansem de olhar, o meu coração se canse de bater, as minhas pernas se cansem de tar sentadas, vou esperar por ti sempre, até ao dia em que o sol brilhará pela ultima vez no meu ser, e mesmo assim com a carne a apodrecer, com as entrenhas queimadas, vou continuar a esperar, vou ficar aqui sentado morto à tua espera. Eu sou eu em ti e tu deixaste-me.&lt;br /&gt;O sol brilha lá fora, erradiando vida, mas eu fico quieto à chuva das minhas lágrimas, olhando pela janela, olhando o futuro desvanecer-se á minha leitura, fico na escuridão de meu quarto, parado com as mãos no peito, sentido o buraco de onde me arrancaste o coração. Tenho o peito aberto numa ferida constante, numa dor agoniante, sinto o buraco, sinto os germes consumirem a minha carne, sinto-me um pedaço podre de vida humana, acabo-me e acho que mereço. Morro aos poucos e acho que mereço.Num grito mudo peço para voltares a mim, para me devolveres a vida, para me deixares ser teu nas tuas praias, para me deixares penetrar de novo o teu ser, mas na negação de uma porta fechada, continuo eu de peito aberto, jogado a teus pés, sendo teu despojado de amor próprio, despojado de vida, eu sou eu deitado, jogado ao teu fado, eu sou eu apaixonado por ti, eu sou eu em ti, mas tu deixaste-me.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O sonho continua.....&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14910534-113008283151877424?l=devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com/feeds/113008283151877424/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14910534&amp;postID=113008283151877424' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14910534/posts/default/113008283151877424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14910534/posts/default/113008283151877424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com/2005/10/deixaste-me.html' title='Deixaste-me'/><author><name>Devaneios de uma alma perdida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05994584869301012134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14910534.post-112922640755396750</id><published>2005-10-13T18:59:00.000+01:00</published><updated>2005-10-13T19:00:07.563+01:00</updated><title type='text'>Ensaios sobre um devaneio</title><content type='html'>Ensaios sobre um Devaneio. Pt. 1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestas horas perdidas em que nada me apraz sentir, todo me parece vago, surgindo então uma ligeira sensação de vazio com tonalidades pintadas de cores purpuras de ilusão. Será isto que me diz ser o que serei, um acto preto, fugaz de sentir e cheio de alma contida de dor e desespero. Cair num chão raso e quente pisado por gentes negras e claras querendo tomar como seu aquilo que jamais foi, ou aquilo que sendo o que foi se perdeu nas penumbras das palavras. O caminhar em direcção ao mar, torna claro pensamentos e lembranças que numa aragem se desfazem e numa tempestade de criação se erguem como vozes gritantes de razão ténue e penetrante. Sinto agora a paz de quem gritou ao mundo num silêncio cortante tudo aquilo que lhe ardia no coração e lhe elevava o espirito à condição mais mórbida da vida. Olhar num fundo de uma alma esperando encontrar na duvida a resposta à sensação de existir, deixando que o vento me leve de novo para junto dela.  Para junto de um momento de morte, um momento vazio e despregado de razão, uma luz opaca, um querer ser algo mais do que aquilo que a minha mísera condição humana me permite ser. Fugi, sem olhar no fundo tudo o que deixei, senti pedaços de carne arrancados no vento húmido de sangue, não mereço ser isto, não mereço mais caminhar nos espinhos, não sou mais que nada, sentido ser o fundo morto de tudo. Estou longe de ti, mas sinto-te aqui bem colada como um bafo podre, quente e sufocante. Estou aqui louco. Sinto o que digo por entre os dentes, comendo a razão do olhar, não sei o motivo mas sinto-me avançar tão perdidamente em direcção ao fim anunciado de mim mesmo, caminho sozinho em direcção á morte, que bem que me sinto. Estou aqui. Estou louco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14910534-112922640755396750?l=devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com/feeds/112922640755396750/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14910534&amp;postID=112922640755396750' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14910534/posts/default/112922640755396750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14910534/posts/default/112922640755396750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com/2005/10/ensaios-sobre-um-devaneio.html' title='Ensaios sobre um devaneio'/><author><name>Devaneios de uma alma perdida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05994584869301012134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14910534.post-112542446631820630</id><published>2005-08-30T18:53:00.000+01:00</published><updated>2005-08-30T18:54:26.320+01:00</updated><title type='text'>A História</title><content type='html'>A História&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de tantos devaneios publicados neste taciturno Blog, parece-me que chega a altura de dar uma explicação aos meus poucos leitores do que se passa aqui. Este moribundo Blog pertence a um triste aspirante a escritor João Gonçalves, que habita à muitos séculos um Castelo no mais alto dos penhascos, na mais sombria das terras. É um ser negro, escuro, poucas vezes visto à luz do dia e, mesmo durante a noite, a sua presença é obscura. Pensa-se que apenas deixa o seu quarto no alto da torre para se alimentar, para se alimentar dos nossos pensamentos e sentimentos mais negativos, das nossas fraquezas. Pensa-se que ficou assim desde que a sua amada partiu, para um mundo diferente deixando-o sozinho neste mundo terreno, desde aí a sua actividade tem sido desafiar a morte com escritos demoníacos e onde apela aos seres malignos para se apoderarem do seu corpo. Mas ele não pode morrer, ele não pode deixar de sofrer, ele ficará para toda a eternidade preso num corpo e num castelo podre e morrerá todos os dias um pouco mais, mas sem nunca morrer definitivamente... Será o demónio dele mesmo......&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois desta breve explicação pouco científica, que me parece bastante elucidativa do que realmente alimenta um blog deste género, basta-me pedir que quem se dá ao trabalho de ler tais devaneios que passe a enviar as suas opiniões para o seguinte email: &lt;a href="mailto:Jcgoncalves@netvisao.pt"&gt;Jcgoncalves@netvisao.pt&lt;/a&gt;... Ajude a pobre alma do nosso escritor a descansar em paz e se for caso disso ajude a acabar com tamanhos devaneios...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carpe Diem....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14910534-112542446631820630?l=devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com/feeds/112542446631820630/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14910534&amp;postID=112542446631820630' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14910534/posts/default/112542446631820630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14910534/posts/default/112542446631820630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com/2005/08/histria.html' title='A História'/><author><name>Devaneios de uma alma perdida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05994584869301012134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14910534.post-112542436189683776</id><published>2005-08-30T18:50:00.000+01:00</published><updated>2005-08-30T18:52:41.906+01:00</updated><title type='text'>Partida</title><content type='html'>Partida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordo cedo, o cheiro a raios de sol inunda o meu quarto, abro calmamente os olhos, ouvindo ondas de andorinhas lá fora pregando a boa nova. É hoje que parto.&lt;br /&gt;            Levanto-me calmamente, procurando adiar o certo, busco em cada momento atrasar o destino inevitável, sei que não posso fugir, é hoje que parto. Sinto a minha carne agarrada aos lençóis, ao espaço físico da minha alma, agarrada ao querer inimaginável de arder aqui, mas sei que não posso fugir, é hoje que parto.&lt;br /&gt;            Desço as escadas, olhando cada degrau com saudade, com um amor tão grande que me torna pequeno e cada vez me diminui mais. Sento-me. Despeço-me de cada um deles como se fosse morrer, e no fundo isto para mim é morrer, não o corpo mas a alma e o coração. Sinto fecharem-se os olhos como se quisessem imaginar-te, recordar-te para sempre, porque é hoje que parto. Levanto-me e dirijo-me para o pequeno- almoço, a mais rica de todas as refeições que alguma vez tomei, o pão parece-me hoje a mais divina das comidas, o sumo um néctar abençoado pelos deuses, a cozinha conjuga-se comigo, funde-se na minha carne, nas minhas entranhas sinto o seu desespero de me ver partir, nego-lhe a lágrima desejada, mas sinto-me ruir por dentro, como um baralho de cartas tocadas pelo suspiro da triste saudade. É hoje que parto.&lt;br /&gt;            Deuses, demónios, todos se reúnem à porta, todos vêm ver a minha última destruição, todos me vêm ver sofrer, gritar num silêncio de morte, num silêncio tão forte e tão sincero, tão marcado de sangue, num silêncio tão meu. É hoje que parto.&lt;br /&gt;            Acabo o meu deleite sensorial, olho tudo uma última vez, tudo é belo, tudo é mágico, tudo é meu hoje pela última vez. Dirijo-me ao pátio. Olho fixo a montanha, conto-lhe que vou partir, que a vou deixar. O mundo parou naquele momento, apenas fiquei eu e a montanha, eu e ela unidos pelo olhar, sinto-a chorar a minha partida, sinto-a abrir-se ao meio como que para me engolir e prender à terra que me viu nascer, entrego-me por um momento, choramos juntos, abraçamo-nos num olhar confidente de quem sabe quem sou, de quem sabe a dor que me apoquenta, de quem sabe que a morte não é o fim mas apenas uma transição. Despeço-me deixando o meu sangue nesta terra, deixando a alma presa na montanha que me viu nascer. É hoje que parto.&lt;br /&gt;            Coloco a última mala no carro, olho para trás, olho a casa vazia, olho-a desfazer-se, cair-me aos pés, sinto o seu pó nos ossos, sinto cada ruído uma última vez na carne, levo-a comigo para onde for, levo-a, assim como levo a terra que me viu nascer e a montanha que me viu hoje morrer a seus pés, a montanha que comigo chorou a minha partida, a minha última confissão. É hoje que parto.&lt;br /&gt;            Entro dentro do carro. Ligo o motor. Os pássaros no ar continuam a sua vida indiferentes ao que os rodeia, indiferentes à minha partida, mas mesmo assim digo-lhes adeus, mas mesmo assim olho-os, e um pouco desta lágrima também vai para eles, são pássaros da terra que me viu nascer. Arranco e paro. Saio do carro. Olho tudo uma vez mais e num grito surdo digo que te amo, digo que te levo comigo, e digo-te soltando uma lágrima mais, aqui irei morrer, mas hoje não, hoje é diferente, hoje não fico para morrer, hoje não, hoje apenas parto, vivo e arruinado, vivo e morto, vivo e destruído. É hoje a partida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14910534-112542436189683776?l=devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com/feeds/112542436189683776/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14910534&amp;postID=112542436189683776' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14910534/posts/default/112542436189683776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14910534/posts/default/112542436189683776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com/2005/08/partida.html' title='Partida'/><author><name>Devaneios de uma alma perdida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05994584869301012134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14910534.post-112488934908451236</id><published>2005-08-24T14:15:00.000+01:00</published><updated>2005-08-24T14:15:49.093+01:00</updated><title type='text'>Regresso</title><content type='html'>Regresso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrei pela única porta que havia. Senti o teu cheiro chamar por mim, senti-te arder dentro de mim como se ali estivesses olhando-me nos olhos dizendo que me amavas. Não estás, mas sinto-te, não te vejo, mas em cada lugar a tua imagem surge como que anunciando a minha morte. Entro.&lt;br /&gt;Olho calmamente cada espaço, cada centímetro de chão tem uma história para contar, mas todos eles me fitam o olhar, todos eles se escondem ao meu passar, como renunciando a uma verdade. Pouso a mala cansada de uma viajem, apetece-me beijar-te, fecho os olhos e lembro-me da nossa alegria quando aqui estivemos, tudo era novo, tudo era alegria, agora tudo me parece morto, tudo me parece vazio, tudo me parece longe. Entro.&lt;br /&gt;Paro quieto no centro, oiço a tua voz chamar por mim, distante, uma voz que corta o vento e me anuncia a tristeza de não te ter, tento ignorar mas depressa sou engolido pela solidão. Sou um ser vazio, tão perdido, tão despegado de tudo que até os centímetros de chão me negam a conversa.&lt;br /&gt;            Deito-me. Olho o escuro, e fecho os olhos, estico a mão na esperança de te tocar, e toco-te na imaginação de um beijo que desde sempre te sonho dar e que agora parece distante como tu.&lt;br /&gt;            Acordo. Olho rapidamente para o lado e sinto o teu perfume, és tu que ali estás, agarrada à minha carne, dona de mim, e sinto-me cair cada vez mais dentro de ti, cada vez mais perco aquilo que sou e me transformo em areia que tu carregas na mão e despejas em qualquer canto.&lt;br /&gt;            Saio. Tento fitar o teu pensamento, mas por onde quer que ande cada pedra, cada grão de poeira me parece familiar, e em cada um deles há uma história nossa para contar, um beijo nosso para trocar, o nosso amor para anunciar. Sinto o vento assobiar a tua presença imaginária, tento olhar no horizonte em busca de novas memórias mas nada é mais forte do que tu. Estás em mim de uma maneira inimaginável, com uma força esmagadora que me tira o ar e me deixa caído no teu abraço. Sinto que jamais amarei alguém assim, sinto que jamais terei alguém assim, alguém que na vida me matou, deixando-me vivo para assistir à decadência humana em que me transformei.&lt;br /&gt;            Entro. Estou vivo, e sinto-te na água que escorre sobre mim, fecho os olhos e concentro-me na música, mas o sangue não deixa parar de arder a tua ausência. Afogo-me nas gotas de água que caem, todas elas são pedaços de ti, todas elas são facas de amor que me matam outra vez e outra vez e sempre e a cada instante morro mais um pedaço, um pedaço que já estava morto mas que morre mais ainda, neste meu regresso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14910534-112488934908451236?l=devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com/feeds/112488934908451236/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14910534&amp;postID=112488934908451236' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14910534/posts/default/112488934908451236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14910534/posts/default/112488934908451236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com/2005/08/regresso.html' title='Regresso'/><author><name>Devaneios de uma alma perdida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05994584869301012134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14910534.post-112481757136581174</id><published>2005-08-23T18:18:00.000+01:00</published><updated>2005-08-23T18:19:31.370+01:00</updated><title type='text'>Vida</title><content type='html'>Vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio de nada&lt;br /&gt;Onde o vazio imperava&lt;br /&gt;A escuridão era rainha&lt;br /&gt;A morte caminhava gloriosa e imparável&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No léxico imaginário dos sentimentos&lt;br /&gt;Onde busco a essência da vida&lt;br /&gt;Perco-me entre construções retóricas&lt;br /&gt;E metáforas parcas em sentido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será assim tão complicado construir&lt;br /&gt;Um futuro, com sentido&lt;br /&gt;Um caminho simples e rápido nesta vida&lt;br /&gt;Tortuosa e lenta de se viver?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serei mais um assolado pela dúvida do ser,&lt;br /&gt;Ou apenas um iluminado da incerteza&lt;br /&gt;Alguém perdido no mar sem porto onde ancorar&lt;br /&gt;Fustigado pelo tempo, recluso do meu próprio sentimento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14910534-112481757136581174?l=devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com/feeds/112481757136581174/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14910534&amp;postID=112481757136581174' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14910534/posts/default/112481757136581174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14910534/posts/default/112481757136581174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com/2005/08/vida.html' title='Vida'/><author><name>Devaneios de uma alma perdida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05994584869301012134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14910534.post-112326417937837312</id><published>2005-08-05T18:48:00.000+01:00</published><updated>2005-08-05T18:49:39.383+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Suicídio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou morto. Caminho em direcção ao fim certo, à minha última destruição, a mutilação do ser, a última carnificina de genes humanos conspurcados de ódio e luxúria. Sempre fui alguém perdido no meio de tanta coisa escura, sempre andei sozinho, no meio das maiores multidões, gritei num silêncio abrasador que ia da alma até aos ossos. Estou morto.&lt;br /&gt;Morro mais um pouco enquanto escrevo, morro mais um pouco enquanto penso na próxima palavra, pura e simplesmente morro em cada gesto inútil em cada pontapé que dou ao virar da esquina da ilusão. Estou perdido e sinto-me bem, morro e estou feliz, é o fim, o fim mais desejado o meu fim. Estou morto.&lt;br /&gt;Estou morto mas penso o que será morrer, estou morto mas sinto na carne o cheiro da vida a afastar-se, estou morto mas continuo a morrer. Caio no abismo, levanto-me, sinto-me morto e cada vez morro mais.&lt;br /&gt;Neste abismo sombrio, cheio de lágrimas de gente passada, abismo escuro de luz, abrasador, onde a alma calcifica e a mão apodrece, estou eu a morrer mais um pouco, penso e morro, penso em ti e também solto lágrimas de sangue por te ter perdido, por não ter sabido saber viver, por não ter olhado bem no fundo de ti e ver que estavas a sofrer. Estou morto.&lt;br /&gt;Estou feliz. Morro e estou feliz, este apagar de um sofrimento que queima, que gela, que me sufoca, que me transforma em pó, que me reduz a uma insignificância mortificante, este sofrimento que me consome e me arrasta para um fim longínquo, um fim de dor, de redução, um fim de morte lenta, dolorosa e muito escura. Morro e estou feliz, serei cobarde por não lutar, por não tentar viver sem ti, por não te tentar esquecer, mas estás presa no meu sangue, nos meus ossos, na minha carne, tu estás em mim, tu és cada pedaço de mim e cada pedaço de mim é teu. Sou teu e por isso morro agora feliz por ser teu, feliz por morrer e pôr fim a este mar de angústia, de sufoco, este mar que afoga e dá ar, para voltar a afogar mais um pouco. Morro e estou feliz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14910534-112326417937837312?l=devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com/feeds/112326417937837312/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14910534&amp;postID=112326417937837312' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14910534/posts/default/112326417937837312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14910534/posts/default/112326417937837312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com/2005/08/suicdio-estou-morto.html' title=''/><author><name>Devaneios de uma alma perdida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05994584869301012134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14910534.post-112267538457753721</id><published>2005-07-29T23:15:00.000+01:00</published><updated>2005-07-29T23:16:24.580+01:00</updated><title type='text'>A escuridão</title><content type='html'>A escuridão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto-me só, envolvido numa aura de morte, que consome o ar que respiro. Ar podre, desfeito, ar consumido, ar. Vejo-te ao longe vir serena e escura, vejo-te vir e não me movo daqui, espero-te, sereno, tranquilo, aguardando um destino feito por entre sonhos, não sonhados, por entre palavras ditas no leito de uma morta serena e escura. Vejo-te. Sinto-te.&lt;br /&gt;            Volta para lá, deixa-me sonhar de novo, deixa-me ser aquilo que não fui, aquilo que quis ser e tu me roubaste. Eu lutei, morri, perdi, mas lutei. Vejo-te. Sinto-te.&lt;br /&gt;            Será isto o fim de tudo o que sonhámos juntos, construímos juntos, ou será apenas um princípio de morte suja, escura, morte de vida desleixada, na carne podre dos sentimentos. A alma consumida, arrasada por esse calor frio que nos gela o coração e nos incendeia as entranhas. Vejo-te. Sinto-te.&lt;br /&gt;            Nasci por entre espinhos, mordidos, quentes, feios, longe do coração, longe de tudo o que hoje não sou, nem fui, nem serei, porque hoje sei que não sou, que não fui, que não serei mais do que morte, apenas morte e nada mais que morte, lenta, suja, escura. Vem, vem buscar-me, leva-me, mata-me, longe daqui, longe da luz, longe de ti. Sinto-te nesta escuridão que abrasa, queima, mata tudo o que vive, tudo o que sonha, tudo que ao contrário de ti apenas vive, apenas sente com o coração, apenas é o que é e nada mais. Vejo-te. Sinto-te.&lt;br /&gt;            És tu, palavra vazia, oca, sem expressão alguma no meio de uma vida por demais cansada de viver, por demais cansada de sentir a morte, suja, fria, escura, aproximar-se sem pedir perdão, sem pedir desculpa por vir sem consentimento, por vir sem ter lugar neste sonho de luz, sentimento, paixão, neste sonho por demais sonhado, neste sonho de escuridão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14910534-112267538457753721?l=devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com/feeds/112267538457753721/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14910534&amp;postID=112267538457753721' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14910534/posts/default/112267538457753721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14910534/posts/default/112267538457753721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com/2005/07/escurido_29.html' title='A escuridão'/><author><name>Devaneios de uma alma perdida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05994584869301012134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14910534.post-112259122638596230</id><published>2005-07-28T23:53:00.000+01:00</published><updated>2005-07-28T23:53:46.390+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A Re-visita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa altura conturbada de sentimentos onde das brumas de uns nascem outros, senti-me perdido, envolto numa aura de saudosismo lusitano, relembrei na carne aqueles sentimentos de glória que outrora foram nossos e agora habitam longe num terreno jamais alcançado. Ver nos olhos sedentos, aquilo foi para mim uma explosão interior de algo que pensei não existir dentro dos meus ossos, serão sentimentos de morte estes que me assolam?&lt;br /&gt;Olhar-te foi mágico, sentir-te bem cá dentro foi perfeitamente iluminatório, cheirar-te a podridão, engolir o teu desespero, de quem morre aos poucos sem nunca ninguém dar por isso. Foste minha, fugiste, voltaste, perdi-te.&lt;br /&gt;Lembrei-me pequeno, ingénuo, naquelas ruas, nas calçadas fui crescendo e morrendo mais um pouco, a carne sentiu-se viva, mas a alma, essa, sentiu-se traída, nunca deveria dali ter partido para agora regressar desfeito.&lt;br /&gt;Morro. Parto daqui, envolvo-me nestas palavras, que mais não são do que devaneios, palavras mortas, que jamais viveram e jamais viverão longe daqui. O calor transforma-te. Tás viva, mas morres, tás morta, mas vives. Sinto-me deslocado, sinto que não faço parte daqui, sinto que não sou eu que por aqui anda, louco, perdido, morto.&lt;br /&gt;Vi-te. Senti-te. Foste minha. Fugiste sem teres culpa nenhuma. Morreste.&lt;br /&gt;Será culpa minha? Será culpa tua? Quando tudo se conjuga numa palavra de incerteza, quando tudo se funde numa escuridão clara, que tudo ofusca e tudo deixa pendente, tudo muda, tudo transforma, sentimos que mais não somos do que meras criações fictícias, vazias, ocas, moramos onde não sabemos, sentimos o que não se sente e vivemos pelo que não existe, sequer na morte.&lt;br /&gt;Não mereço escrever estas palavras, quem sou eu para te julgar, para te amar, para te odiar, para te ver morrer. Sou eu que sinto, sou eu que crio, sou eu que morro em cada palavra tua, em cada rua tua.. Re- visitei-te, vi-te minha, senti-te na carne, morri ao teu lado, fui teu sem nunca ter sido, fui feliz..... Re- visitei-te.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14910534-112259122638596230?l=devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com/feeds/112259122638596230/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14910534&amp;postID=112259122638596230' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14910534/posts/default/112259122638596230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14910534/posts/default/112259122638596230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com/2005/07/re-visita-numa-altura-conturbada-de.html' title=''/><author><name>Devaneios de uma alma perdida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05994584869301012134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14910534.post-112259032740933228</id><published>2005-07-28T23:37:00.000+01:00</published><updated>2005-07-28T23:38:47.420+01:00</updated><title type='text'>Solto ao vento</title><content type='html'>Solto ao vento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solto ao vento&lt;br /&gt;Na incerteza de um olhar&lt;br /&gt;Para lá do mar&lt;br /&gt;Onde a terra acaba&lt;br /&gt;E o céu se esconde&lt;br /&gt;Moras tu,&lt;br /&gt;Tu que sentes o calor do frio&lt;br /&gt;A dor do amor&lt;br /&gt;E a doçura da amargura&lt;br /&gt;Tu que tens em ti a beleza de um olhar&lt;br /&gt;A paixão dos mais nobres&lt;br /&gt;E a frieza dos astutos&lt;br /&gt;Tu que acendes a estrela do norte&lt;br /&gt;A vida onde só há morte&lt;br /&gt;Nos recondidos do sonho&lt;br /&gt;Tu que crias e destroís&lt;br /&gt;Consomes e esbanjas&lt;br /&gt;Amas e odeias&lt;br /&gt;Tu, que és tu&lt;br /&gt;tu que moras em mim&lt;br /&gt;no cimo de uma montanha&lt;br /&gt;para lá do mar&lt;br /&gt;onde a terra acaba&lt;br /&gt;e o céu se esconde&lt;br /&gt;tu...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14910534-112259032740933228?l=devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com/feeds/112259032740933228/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14910534&amp;postID=112259032740933228' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14910534/posts/default/112259032740933228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14910534/posts/default/112259032740933228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://devaneiosdeumaalmaperdida.blogspot.com/2005/07/solto-ao-vento.html' title='Solto ao vento'/><author><name>Devaneios de uma alma perdida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05994584869301012134</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
